LEMBRANÇAS
De: Expedita
Maciel – Poetisa Itabunense. Autora do
Livro: Vim, vi e venci.
Quantas recordações
me vem à memória daqueles tempos de nossa juventude.
Hoje acordei,
liguei o rádio e o que ouvi: o passado
me chamando através da musica para mim atormentar com as lembranças dos tempos
que não voltam mais.
Pude então
recordar daqueles momentos que juntinhos passamos; e que eu nunca esqueci.
Nós , brincando,
passeando nos arredores da fazenda em uma linda noite de luar, perto da
cachoeira, nos fundos da casa.
Ouvindo seus
sussurros de amor e o murmúrio da cachoeira, que confundia minhas emoções.
Tocando os
meus sentimentalismo e nesse enlevo com
desleixo deixo-me cair em teus braços.
Guardo com
saudade aquela flor que ganhei de você, que pus no regalo do meu seio, hoje
envelheceu, mas, as lembranças de tão belos dias não morreram.
Tuas cartas
apaixonadas me diziam como era enorme o teu amor por mim e que nós tínhamos muita
sorte de sermos jovens com juras de amor eternas.
Nossas
brincadeiras de amor de criança feliz, mas, que se amava e se respeitava.
Fazíamos brincadeira
do anel para ver com que vamos casar.
Chegou o dia
do destino mudar nossas vidas dos nossos sonhos acordar e
nos separar. Cada um para o seu destino procurar e arriscar o que tem a sorte
para nos dar.
Tenho muitas
lembranças depois dessas andanças quando nos encontramos depois desta triste
partida, já com o destino diferente, me chegam as lembranças dos velhos tempos. Mas hoje
distantes.
Eu já casada
e estava grávida do meu primeiro filho e com muita dor compreendi que o nosso
amor ficou só na lembrança dos velhos tempos. Com estas
lembranças de bons tempos você me diz que não esquece de mim como eu não esqueci de você.
Obrigado amor
de criança pelas boas lembranças plantadas em meu coração e que com muita razão
eu não posso deixar de lembrar, pois, viver foi muito bom.
Foi como um
bom sonho, sonhei acordada. E felizes
teremos sempre nossos momentos com sentimentos guardados nas lembranças.
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