QUANDO PARTE A MATRIARCA
De: Expedita Maciel Viana- Autora do Livro: Vim, vi e venci.
Quando parte
a matriarca com aviso ou de surpresa,
nos deixa um vazio imenso. Formar-se em nossa alma um buraco negro. Uma ferida
se abre em nosso coração, para nunca mais sarar.
Quando morre
uma mãe vai para Deus, o céu sorrir, os anjos cantam, a família chora, a terra
fica de luto.
As lembranças
afloram, planta-se um pé de saudade que será eterna de nossa terna mãe, ou não, dependendo do momento como agimos.
As lágrimas
rolam com facilidade , se não fizemos o melhor por nossa pranteada mãezinha,
então, o coração dói , a alma corrói , a garganta aperta e abre-se uma cascata de
lágrimas e gritos de lamentos.
Passam-se os
dias e cada vez mais aumenta o vazio que sua ausência nos faz sentir. Então, eu
sinto cortar na carne o cordão umbilical que um dia foi o fio de vida que nos
unia e a mim nutria ; e no seu ventre eu crescia. E nem sei se lhe dava
alegria, mas espero que sim, pois não dependia de mim.
Hoje sinto
doer em meu peito a cada dia vivendo só de lembranças e arrependimentos de não
ter me esforçado mais para ser um filho melhor; mais amigo, mais compreensivo,
mais servil. E de não ter me esforçado para lhe dar o melhor de mim e fazê-la
mais feliz. E hoje poder dizer com a consciência tranqüila: Mamãe te amo muito e te amei todos os dias; e
sempre que pude falei para você.
Mãezinha,
onde estiveres, perdoa-me se te fiz sofrer. Se não fui o filho que querias ter.
Obrigado por sua dedicação, pelos dias e noites dedicados a mim zelar.
Obrigado por
ter
me ensinado a trilhar o caminho do bem .
Obrigado por
ser minha mãe mesmo na eternidade.
E o último
pedido de filho: Se poder tira de mim o remorso por não ter sido melhor, por
não ter reconhecido e dado valor a sua importância
na família como matriarca.
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