Dez 16 em 9:42 PM
QUANDO PARTE A MATRIARCA
De: Expedita Maciel Viana- Autora do Livro: Vim, vi e venci.
Quando
parte a matriarca com aviso ou de surpresa, nos deixa um vazio imenso.
Formar-se em nossa alma um buraco negro. Uma ferida se abre em nosso
coração, para nunca mais sarar.
Quando morre uma mãe vai para Deus, o céu sorrir, os anjos cantam, a família chora, a terra fica de luto.
As lembranças afloram, planta-se um pé de saudade que será eterna de nossa terna mãe, ou não, dependendo do momento como agimos.
As
lágrimas rolam com facilidade , se não fizemos o melhor por nossa
pranteada mãezinha, então, o coração dói , a alma corrói , a garganta
aperta e abre-se uma cascata de lagrimas e gritos de lamentos.
Passam-se
os dias e cada vez mais aumenta o vazio que sua ausência nos faz
sentir. Então, eu sinto cortar na carne o cordão umbilical que um dia
foi o fio de vida que nos unia e a mim nutria ; e no seu ventre eu
crescia. E nem sei se lhe dava alegria, mas espero que sim, pois não
dependia de mim.
Hoje
sinto doer em meu peito a cada dia vivendo só de lembranças e
arrependimentos de não ter me esforçado mais para ser um filho melhor;
mais amigo, mais compreensivo, mais servil. E de não ter me esforçado
para lhe dar o melhor de mim e fazê-la mais feliz. E hoje poder dizer
com a consciência tranqüila: Mamãe te amo muito e te amei todos os
dias; e sempre que pude falei para você.
Mãezinha,
onde estiveres, perdoa-me se te fiz sofrer. Se não fui o filho que
querias ter. Obrigado por sua dedicação, pelos dias e noites dedicados a
mim zelar.
Obrigado por ter me ensinado a trilhar o caminho do bem .
Obrigado por ser minha mãe mesmo na eternidade.
E
o último pedido de filho: Se poder tira de mim o remorso por não ter
sido melhor, por não ter reconhecido e dado valor a sua importância na
família como matriarca.

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